por João Maria Ludugero
VARZEANIDADE! Sim... talvez... e porque não?...
Se aprendi a conjugar o verbo esperançar de novo,
Se passei a limpo de presente minhas Formas de amansar
Gado Bravo, além da praça do Encontro Kleberval Florêncio,
De Varzeamar a andar, a correr dentro e até a esvoaçar alto
Feito astuto bem-te-vizinho em acordes de sonhos
Que bem pensara vê-lo até à morte aos 100 anos,
A assanhar até mesmo os pelos da venta,
Sem medo da cuca esbaforida, a
Deslumbrar-me de luz o coração!
Além das quatro bocas, além do Maracujá, dos Umbus
E do Riacho do Mel do ilustre Pasqualino Gomes Teixeira,
Esquecer da Várzea dos Caicos! Para quê?... Ah! não é sorte!
Que tudo isso, VARZEAMAR, bem que nos importe.
Se ele nos impõe a mais pura beleza que conforte
Deve-nos inteirar e vir a ser sagrado como brote!
Tantas e quantas vezes, de VARZEAMAR, jamais te esqueci,
Uma vez que passo mais doidamente a me lembrar,
Mais grandemente me recordar da Várzea de Nina
Da tão-tão inesquecível madrinha Joaninha Mulato!
Benfazeja recordação, saudade acumulada a marejar
Meus olhos e a deixar meu coração partido, zás!
E quem me dera que esse esboço de cantiga
Venha que venha a prevalecer sempre assim:
Quanto menos quisesse recordar o destemido tô-fraco
Dos eufóricos guinés ou galinhas d'Angola ou a sintonia
Da possante canção do sanhaço nunca sozinho,
Que bem mais a saudade ande tão presa a mim!

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